Li um texto sobre tortura nos presidios e achei muito interessante repassa-lo, pois é uma açao que normalmente acontece para se obter confissões, as vezes eles confessão um crime que nao cometeram apenas para acabarem com a tortura.

O texto "Tortura nos presídios e os direitos humanos" de Renato Simões (Deputado Estadual(PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo).Retirado do site www.advogadocrimilalista.com.br , que segue abaixo:

O crescimento acentuado das denúncias de tortura e espancamento de presos, que tem ocupado bastante espaço na imprensa de São Paulo é um tema que merece muita preocupação de toda a sociedade. A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e de outras entidades da sociedade civil tomou conhecimento da existência de uma campanha internacional pela abolição da tortura como método de obtenção de confissões ou de castigo contra detentos. Essa campanha teve como um dos seus pontos altos, a visita ao Brasil do Relator Especial das Nações Unidas, para casos de tortura, Sr. Nigel Rodley. Ele recebeu um dossiê a respeito dessas práticas hediondas, não só no Estado de São Paulo como em outros estados do Brasil. Tive oportunidade de acompanhar a denúncia, feita pelo Ministério Público, a respeito da Cadeia Pública de Sorocaba, onde presos foram espancados com a participação de policiais. Visitei também a Cadeia Pública de Americana, onde, policiais civis e militares foram convocados para uma sessão de espancamento de presos, em decorrência de um conflito de um preso, alcoolizado, com um carcereiro.

Os presos daquela cadeia foram então submetidos às mais torpes agressões, com a participação de policiais militares do Pelotão de Operações Especiais da PM de Americana, de carcereiros e investigadores e, pasmem, do próprio delegado Diretor da Cadeia, Dr. Eder Muniz de Farias, que em vários depoimentos colhidos na semana passada, foi indicado pelos presos, vítimas dessas agressões, como instigador do processo de espancamento.

Foram utilizados cassetetes, chicotes, garrafas de dois litros, cheias de água, barras de ferro, normalmente usadas para bater grades e fios de antena, para que todos os presos pagassem pela falta de disciplina de um deles. Até agora o inquérito não conseguiu estabelecer como é que o preso que deu início ao conflito teve acesso, no interior da cadeia, à substância que o embriagou de tal forma que o levou a esse conflito físico com o carcereiro. Mas, qualquer que tenha sido o motivo não se justifica o que vemos nos autos do inquérito que vem sendo conduzido – diga-se de passagem com grande transparência - pelo Sr. Delegado Seccional de Americana, Dr. Américo Rissato. Lemos, por exemplo, o seguinte depoimento: "Os presos que ali estavam apanharam, a exemplo do declarante, para que gritassem: "nós somos vermes, somos o lixo da sociedade, merecemos morrer". Os que tinham tatuagem foram separados dentro do próprio pátio e apanharam mais ainda por causa das tatuagens. A sessão de agressões perdurou por cerca de quatro horas, ou seja, das 14 às 18 horas". Não vou ler aqui as expressões e palavrões que eram proferidos por parte dos policiais, para que os presos repetissem. E, caso não repetissem eram novamente espancados.

Há cerca de dois anos tivemos um caso semelhante no Depatri. Conseguimos submeter a exame de corpo de delito mais de 100 presos. As pessoas que participaram das agressões foram identificadas pelos presos, e a Corregedoria da Polícia Civil simplesmente sentou em cima dessa sindicância, e até hoje não temos o relatório dos responsáveis pelas agressões no Depatri.

Temo muito que isso possa acontecer também nesse caso de Americana. A agressão aconteceu no dia 02 de junho, e somente em 14 de julho o delegado diretor da cadeia, implicado pelos presos nas agressões, comunicou aos seus superiores a existência de presos, inclusive com fratura, depois que familiares dos presos tiraram fotos que foram largamente veiculadas pelo Jornal Notícias Populares, pelo "Diário Popular" e pelos jornais da cidade de Americana. Não podemos admitir que isso aconteça em pleno limiar do Terceiro Milênio.

Nossos objetivos com esse trabalho de campo:

Nosso objetivo com esse trabalho é conhecer um pouco mais da realidade do nosso país e saber a qualidade de vida dentro de uma cadeia.Para

Para isso , fizemos uma pesquisa geral através de sites , telejornais e revistas sobre a situação dos presídios em todo o brasil.

Nosso próximo passo agora são as visitas.Pretendemos visitar alguns presídios em divinópolis , cuja nesgociações ja está a caminho.

Faremos uma entrevista à uma conhecida do grupo que já visitou o presídio de tóxicos e entorpecentes da Grande BH.

Conseguimos também um depoimento de um agente penitenciário de brasília, que logo postaremos , porém sua identificação será oculta.

 

A Prisão

As prisões no Brasil estão superlotadas. Os presos vivem em situação de absoluta miséria e ociosidade. As rebeliões se multiplicam. O crime organizado controla em parte os estabelecimentos penitenciários, que, por sua vez, abrigam condenados que não precisariam estar presos. Os presídios não regeneram os infratores. O poder público não cumpre as leis. A exclusão econômica faz a violência aumentar.
Este livro conta a história das prisões, mostra o estado das penitenciárias no Brasil e em outros países, expõe as regras da punição criminal e explica o significado das penas alternativas. Apresenta, ainda, as principais controvérsias envolvendo o tema na atualidade e traz bibliografia para o leitor interessado em aprofundar o debate.

Sobre o autor
Luís Francisco Carvalho Filho, formado pela Faculdade de Direito da USP em 1980, é advogado criminal.

Continuando a falar sobre o texto  "Entrando com a câmera" de Kiko Goifman, o autor conta um pouco de sua experiência dentro dos presídios que fez trabalho de campo.Ele encontrou algumas dificuldades ao lidar com os presos, mas nada de grave que ele não pôde superar.Nem todos os presos estavam dispostos a dar entrevistas, por uma serie de motivos, como os que possuiam uma quadrilha fora da prisão, os que tinham paretens ou amigos que não sabiam que estavam presos, outros temiam sair da prisão e serem rotulados como ex-presos, estes na sua maioria estavam saindo da prisão.
Os presos em geral, são conscientes em relação ao uso da sua imagem.Quando deixam ser filmados, deixam claro que estão ajudando, e estão muitas vezes preparados para manipular a impressao que se tem deles. Em todas entrevistas feitas por Kiko, somente um preso não deixou ser filmado.Ao se mostrar, o preso abre mão do seu anonimato e se preocupa em mostrar a associação trabalho  potencialidade de recuperação, construindo poses diante das câmeras.

 

Essa foto é uma demonstração da situação da maioria dos presídios no Brasil.

Vemos toda semana a pelo menos duas matérias sobre rebelíões em presídios.Essas rebeliões acontecem devido à insatisfação dos detentos nas cadeias.Os presos alegam superlotações e más condições de vida na cadeia.Tendo em base as reportagens que assistimos e algumas pesquisas feitas pelo nosso grupo , verificamos que as cadeias se encontram em péssimos estados.Os presos dormem em colchões jogados ao chão das celas , falta muita higiene , as celas se encontram todas sujas , e a alimentação é precária. Temos que levar em consideração que os presos ao provocarem rebeliões não estão procurando fugir das cadeias , querem apenas condições  dignas para sobreviver.

Nessas rebeliões , os presos colocam agentes penitenciários ou até mesmo outros presos para fazer de reféns , e as negociações entre a polícia e os presoso geralmente são longas e chegam a levar em alguns casos a morte desses reféns. 

No texto "Entrando com a câmera" de Kiko Goifman o autor descreve suas experiencias no trabalho de campo que o levou ao conhecimento para desenvolver seu documentario. Os pesquisadores normalmente tem muitas dificuldades para entrar em seu campo de trabalho, no caso penitenciarias, onde na maioria das vezes precisam de pessoas que indiquem para conseguir ultrapasar algumas burocracias. Apesar de receberem uma contribuiçao com programas de tv sobre os assuntos interessados nao sao suficientes para o pesquisador conhecer bem e tirar suas duvidas.
   Apesar de haver um certo costume, em que os presos sao entrevistados sempre pela triste e precaria situaçao socioeconomica brasileira, o autor precisou ir muitas vezes no presidio, entrevistar varios presos, para obter uma certa confiança e então poder gravar. E quando os presos aceitam gravar eles gostam de deixar bem claro que estam contribuindo e querem saber o destino de sua imagem, que as vezes sao poses manipuladas que se tornam objetos de investigaçao.
   Planos apenas no rosto ou em fragmentos da prisao foram usadas para contribuir na ediçao do filme "Tereza" que ajuda ao espectador um olhar parcial e fechado onde relata exatamente a vida de um preso.
   

 

"Aquele que abre a porta de uma escola, fecha a porta de uma prisão!" Victor Hugo Escrito por Paty

 Assistimos o filme TEREZA onde se passa a realidade dos presídios no Brasil, como os presos são tratados, como tudo acontece e ninguém toma atitude nenhuma em relação a isso. Alguns pontos chamam mais atenção, como por exemplo a facilidade que as drogas entram sem nenhum problema e principalmente como elas são usadas e ninguém precebe o cheiro da marola que sobe. Eles tem toda uma estratéga de abafar o cheiro para que possa enganar os agentes... Outros dois pontos interessantes são em relação aos estrupadores e os "bichas". O primeiro é tratado como animal, pois os próprios presos se revoltam com tal atitude, e esses não sobrevivem por muito tempo dentro da cadeia. O segundo é motivo de chacota, são tratados como "mulherzinha", pelos presos, geralmente tem aids, e não veem problema nenhum em falar sobre isso.

 Publicado por Patrícia Figureirêdo  

Sobre o diretor do filme "Tereza"
 

 

Kiko Goifman
 
Formou-se em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, com aperfeiçoamento em Teoria Política e Teoria da Comunicação. É mestre em Multimeios pela Universidade de Campinas.

- Kiko Goifman é diretor dos documentários Morte Densa (2003, co-dirigido por Jurandir Müller), uma abordagem sobre o significado da morte para pessoas que em um certo momento de suas vidas cometeram um assassinato; Tereza (1992, co-dirigido por Caco Souza), sobre o cotidiano carcerário e vencedor de diversos festivais; Clones, Bárbaros, Replicantes (1994, co-dirigido por Caco Souza); e Olhos Pasmados (2000, co-dirigido por Jurandir Müller), sobre a violência com idosos.

Tambem sobre o Filme "Tereza", que assisti na aula de hoje. gostaria de publicar algumas girias que os presidiarios usam para se comunicarem dentro do presidio, "tereza" por exemplo que leva o nome do filme significa lencois ou cobertores amarrados um ao outro, "artigo 12" é pessoa que vende droga, "artigo 16" pessoa que so é viciada, e o "cadeieiro" que e o presidiario antigo. essas sao algumas girias usadas no filme.

Hoje na aula,  assistimos um vídeo chamado "Tereza" .Tal filme é sobre um presídio , o diretor eu ainda não sei , mas em breve estarei postando alguma coisa sobre ele.O filme mostra depoimentos dos presidiários e cenas um pouco chocantes. 

No video é mostrado através de depoimentos , como são tratados os travestis , são excluídos dos demais e ficam submetidos a fazerem as vontades dos outros presidiários através de ameaças desde de espacamentos até a própria morte .

 Os usuários de drogas , têm todo o esquema de como entrar a droga na cadeia e como transportá -la lá dentro , e é interessante , poqrque os presos não têm medo de nada , eles assumem tudo o que fazem sem receio algum.

Por exemplo ,em um depoimento , um preso fala que existe um lugar próprio de matar pessoas la dentro , onde ninguem fica sabendo quem matou. Outros já matam e assumem que mataram porque tinham motivo.  

Outra coisa interessante é o caso dos estupradores .Esse , nunca sobrevivem mais de um mês na cadeia. A cela especiail para esses criminosos estão sempre vazias , os outros homens que ali vivem , também criminosos não aceitam esse tipo de crime e acabam matando todos os estrupadores que la entram  .

Se alguém se interessar em assistir à esse vídeo , deixe um comentário com o nome e o e-mail , que estarei arrumando um jeito de disponibilizá-lo à vocês.

Um abraço a todos e não deixem de comentar...

Amanda F alkmim 

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